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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

As Façanhas do Adulto Infantilizado

Alguns especialistas preocupados com o desenvolvimento infantil, especialmente a formação moral e as suas implicações sociais, descrevem um ponto interessante a respeito da mentira. Após alguns estudos já desenvolvidos há anos, constatou-se, por meio da observação sistemática em laboratórios de psicologia, que, via de regra, a criança mente por medo. Ao perceber que uma punição se aproxima, em resposta a algo condenável que tenha feito, ela se defende mentindo, procurando se esquivar do castigo que lhe assusta. É claro que a educação deve contribuir para o aperfeiçoamento do ser humano através da compreensão que vai construindo sobre se romper com a fuga e assumir as responsabilidades, proporcionando, oportunamente, uma vida adulta madura.

Durante o período da infância, basicamente, os comportamentos se repetem. A mentira é afirmada com rapidez e, conforme cada criança, varia a maneira de apresentá-la, sendo menos ou mais convincente conforme a sua apresentação. Ou seja, cada um se encontra num estado emocional no momento em que é submetido a um interrogatório que visa uma resposta acerca da verdade. Desta forma, alguns podem vacilar e outros não, revelando, assim, uma suspeita ou não na investigação. Durante anos, o ser humano age utilizando este artifício para fugir da dor causada pelo crescimento. Todavia, o sofrimento gerado pela necessidade de se crescer é fundamental. Não obstante, o atraso neste processo ganha tempo e avança a idades despropositais, levando muitos adultos a se comportar de forma infantilizada em várias circunstâncias nas quais deveriam encarar, de frente, os próprios atos. E, ao contrário do que se espera, agem como crianças.


Um exemplo comum deste fenômeno é o roubo, seja ele praticado diretamente à vítima, seja por algum tipo de sistema como os mecanismos organizacionais da vida pública e privada. A resposta comportamental quando o autor do crime é pego é a de negar imediatamente – respeita-se aqui o direito de defesa e o fato de ser inocente em alguns casos. Contudo, nas circunstâncias em que as provas denunciam o acusado, ele foge na tentativa de escapar da punição e, conseqüentemente, perde a chance de crescer. O adulto infantilizado rouba de si próprio a oportunidade de amadurecer e desfrutar dos benefícios proporcionados pela maior plenitude que o aguarda. Ressalta-se o fato de que muitos pretendem se esconder atrás do comportamento coletivo, buscando com isso o reforço na maioria. Neste caso, a pessoa se despersonaliza e some em meio ao seu faz-de-conta.

Outra situação corriqueira diz respeito às pessoas que se vingam daquelas que discordam das suas opiniões ou que afrontam por se manter firmes em seus propósitos, que não atendem a algum pedido tão prontamente, que não se curvam aos desmandos do poder usado indiscriminadamente, etc. Primariamente, a criança age desta maneira e se expõe ao revelar os seus sentimentos, tornando claro o motivo que a leva a responder vingativamente. Entretanto, o adulto, por sua capacidade de articulação intelectual, torna-se traiçoeiro, haja vista ele esperar um momento oportuno para causar surpresa em sua vítima e lhe aplicar o golpe planejado. Como se não bastasse, ainda se engrandece prazerosamente com a pequeneza praticada. É um ato infantil misturado à astúcia e a maldade, visto a inteligência oferecer a escolha por uma decisão madura ou não.

São muitas as façanhas realizadas pelo adulto infantilizado, tal e qual as empregadas pelas crianças, na intenção de afastar qualquer ação punitiva. Os pequenos, mal sabem o significado que tem a aprendizagem moral e tampouco a repercussão nos anos vindouros. Mas tal fato é parte da educação infantil e, nos parece, também o diz respeito à reeducação adulta para os casos específicos. Resta saber, porém, se a vaidade e o orgulho permitem qualquer tipo de consciência acerca desta questão e a necessária mudança para o progresso e proveito da vítima de si mesma, cujo impedimento ocorre quase que por conta de sua cegueira e infantilidade.

A aprendizagem é um direito irrevogável do ser humano. O direito à mudança merece especial atenção e aproveitamento em qualquer época da vida. Valer-se dos recursos de crescimento é sinal de boa vontade e avanço na maturidade. Ser maduro, por sua vez, é ter uma personalidade singular com boa capacidade crítica para separar o que é bom para si e o que é apenas desnecessário.

Autor: Armando Correa de Siqueira Neto
FONTE:http://sitededicas.uol.com.br/art_as_facanhas.htm


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Cadernos EJA para download

Livro do EJA se encontra no site http://www.scribd.comCadernos%20EJA

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que sabem sobre o sistema de escrita os adultos não alfabetizados?


Os adultos não alfabetizados, da nossa sociedade letrada, não desconhecem o sistema da escrita e sua função. Como as crianças, apresentam o critério de quantidade mínima e de variedade interna de letras (um texto, para ser lido e escrito, necessita de certa quantidade mínima de letras (2 ou 3 letras) não repetidas várias vezes).
Ao escrever, resistem a usar suas hipóteses sobre o sistema da escrita, o que ocorre menos com as crianças.
Distinguem claramente a grafia dos números da grafia das letras
.

Têm maior compreensão das funções sociais da língua que as crianças, apresentando antecipações significativas e pertinentes para os textos de uso social, o que torna mais fácil chegar ao que diz o texto, pois consideram o contexto para realizar as antecipações.

Suas produções de escrita correspondem às das crianças não alfabetizadas (escritas pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética), mas não recorrem a desenhos para produzir escrita nem criam outras letras que não as usadas convencionalmente.

Escrita pré-silábica:

Alfabetização de Jovens e Adultos





Escrita silábica:

Alfabetização de Jovens e Adultos






Escrita silábico-alfabética:

Alfabetização de Jovens e Adultos







Escrita alfabética:

Alfabetização de Jovens e Adultos

As semelhanças e diferenças de concepções sobre o sistema de escrita são decorrentes das condições de vida adulta. Não são processos lineares mas determinados pelas possibilidades diferenciadas de interação com a língua escrita. Considerar as hipóteses e o conhecimento que os adultos possuem sobre a escrita e como a usam é condição sine qua non para um processo de aprendizagem significativa.

Texto extaído: centrodeestudos@vila.org.br

Bibliografia: 4 Weis Telma. Por trás da Letras. Sào Paulo: Fundação para o desenvolvimento e educação - FDE , 1992 5 PENNAC, Daniel. Como um Romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1995
6 LERNER, Délia. Texto extraído do Doc. "Actualización Curricular (EGB) Primer Ciclo". Délia Lerner e outros autores - Secretaria de Educación/Direción de Curriculum - Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires. 1994.

Sugestões de atividades de Português

Exercícios de Português

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fonte:http://ejanasuavida.blogspot.com/search?updated-max=2009-07-31T11%3A36%3A00-07%3A00&max-results=7

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Seminário: Pofissão Professor - O resgate da pedagogia - várias cidades

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Endereços

Recife = SESI/PE
Av. Cruz Cabugá, No. 767- Bairro: Santo Amaro – Ed. Casa da Indústria – Recife/PE – CEP: 50040-911

Porto Alegre = AMRIGS = Associação Médica do Rio Grande do Sul
Av. Ipiranga, 5311

Brasília = Centro de Eventos e Convenções Brasil 21
SHS – Quadra 6 – Lote 01 – Conjunto A- Setor Hoteleiro Sul – Brasília-DF

Rio de Janeiro = Clube Monte Líbano
Av. Borges de Medeiros, 701 – Leblon

Belo Horizonte = Hotel Dayrell
Rua Espírito Santo, 901

Campo Grande= Centro de Convenções Palácio Popular da Cultura
Rua Waldir dos Santos Pereira – S/No. – Parque dos Poderes – Campo Grande

Mais informações: http://www.alfaebeto.org.br/


FONTE:http://ejanasuavida.blogspot.com/search?updated-max=2009-08-10T11%3A54%3A00-07%3A00&max-results=7

MUITA ATENÇÃO!

Materia do Correio Brasiliense de 04/08/2009

Educação: quase 10 mil vagas sobrando para jovens e adultos
EJA não conseguiu preencher este semestre toda a oferta de ensino, embora cerca de 10% da população do DF, ou 203 mil pessoas, não tenha mais que quatro anos de estudos. Ainda é possível se matricular nos cursos oferecidos pelo programa. Erika Klingl -Publicação: 04/08/2009 08:01 Atualização: 04/08/2009 08:21


Balanço

O mais impressionante é que sobram vagas na EJA. As matrículas para as aulas desse semestre estão abertas e, no último levantamento divulgado pela Secretaria de Educação, há duas semanas, havia uma sobra de 9.456 vagas para essa modalidade de ensino. “O balanço de vagas disponíveis baseia-se em informações fornecidas pelas escolas à secretaria até dia 17, mas, em decorrência de desistências, o número poderá ser ainda maior”, cita o documento divulgado. O mais grave: a sobra equivale a 45% da oferta. A baixa procura acendeu a luz amarela no governo, que já estuda alterações na EJA (veja abaixo Cinco perguntas para o secretário José Luiz Valente).
“As redes federal, estaduais e municipais reclamam da falta de alunos e os estudantes se queixam da falta de vagas”, observa Jorge Teles, diretor da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação.

1 - DIFICULDADES
Analfabeto funcional é a pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar letras e algumas frases e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o indivíduo maior de 15 anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos.

» Fique atento
As matrículas da EJA estão sempre abertas. Os interessados em voltar a estudar devem procurar a escola mais próxima de casa ou do trabalho, que oferece essa modalidade de ensino. É necessário levar documento de identificação pessoal (original e cópia), duas fotos 3X4, comprovante de endereço, histórico escolar ou declaração provisória de escolaridade fornecida pela instituição de ensino onde o aluno estudou.

» O que diz a lei
A Constituição Federal de 1988 representou um avanço significativo na educação de jovens e adultos. Foi ela que garantiu o direito irrestrito do ensino. No artigo 208, está a determinação de que a educação deve ser oferecida a todos aqueles que não tiveram acesso à escola regular e básica, independentemente da faixa etária, garantindo assim um atendimento também a jovens e adultos que anteriormente eram excluídos do direito à educação. Confirmando essa conquista, a LDB 9.394/96 estabelece em seu artigo 37 os deveres do Estado de estender o direito à educação a todos, inclusive àqueles que a ela não tiveram acesso na idade própria.

» Oportunidade
O Ministério da Educação está selecionando livros de escritores brasileiros e africanos de língua portuguesa para o ensino de jovens e adultos no Concurso Literatura para Todos. Até o dia 25 deste mês, os autores interessados em inscrever as publicações voltadas para esse público podem entrar no site do MEC (www.mec.gov.br/secad). O concurso vai distribuir R$ 90 mil entre oito escritores brasileiros e um de país africano de língua portuguesa — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Cada autor selecionado receberá R$ 10 mil em dinheiro e terá a obra publicada e distribuída pelo MEC. Com um mínimo de 30 e o máximo de 40 páginas, as obras devem ser inéditas e específicas para novos leitores, que ainda estão aprendendo a ler e a escrever.

» Perfil

Quem são os alunos da EJA, de acordo com um estudo do IBGE divulgado no início deste ano:
- A maioria são mulheres (54%), de baixa renda, na faixa etária entre os 18 e 39 anos de idade; 70% responderam que procuraram a EJA para voltar a estudar ou para adiantar os estudos;
- Apenas 19% dos entrevistados responderam que a motivação para estudar era para conseguir melhores oportunidades de trabalho

» Iniciativa que deu certo

A turma é pequena. São apenas 25 alunos. No entanto, a equipe do Centro de Ensino Médio 3 de Ceilândia comemora diariamente o processo de ensino de jovens e adultos. E não é à toa. Dos 25 alunos, nenhum abandonou a sala de aula no primeiro ano de projeto. O motivo de tanta aplicação dos estudantes, de acordo com o professor da Faculdade de Educação e coordenador do projeto na UnB, Remi Castioni, é o diferencial oferecido no ensino. “Apenas 800 metros separam a escola do Centro de Ensino Profissionalizante (CEP). Mesclamos as duas formações e tornamos a educação mais atraente para os jovens e adultos”, observa.
O projeto, inédito no país, começou no ano passado e, até o momento, foi considerado um sucesso. Tanto que a equipe já pensa em levá-lo a um quarto da população do DF. São quase 700 mil pessoas com mais de 15 anos que abandonaram a escola e precisam trabalhar para garantir a sobrevivência. Iniciativa inédita vai garantir que esse contingente volte a estudar e, ao mesmo tempo, seja inserido no mercado de trabalho.
O projeto é uma parceria entre a UnB, a Secretaria de Educação, a Secretaria de Ciência e Tecnologia e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. “Vamos institucionalizar a política de integração entre a EJA e o ensino profissionalizante”, planeja o professor. Por enquanto, os alunos de Ceilândia têm oficinas de informática e desenho gráfico. Castioni pensa em expandir para outras áreas profissionalizantes. (EK)

Demanda da EJA no país
Alfabetização
Oferta atual - 1,3 milhão
Demanda - 14,3 milhões
Atendimento - 9%

Primeiro segmento
Oferta atual - 1,4 milhão
Demanda - 15 milhões
Atendimento - 9,2%

Segundo segmento
Oferta atual - 2,2 milhões
Demanda - 33,8 milhões
Atendimento - 6,7%

Terceiro segmento
Oferta atual - 1,6 milhão
Demanda - 21,9 milhões
Atendimento - 7,4%

ABANDONO ESCOLAR DE JOVENS E ADULTOS » 32% dos alunos do EJA deixam de frequentar as aulas antes do tempo O número é alto, mas está abaixo da média nacional, de 42%. Governo estuda mudanças para o programa. Erika Klingl - Publicação: 04/08/2009 08:00 Atualização: 04/08/2009 08:24


Todos os semestres, milhares de brasilienses se inscrevem em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na esperança de recuperar o tempo perdido. São pais e mães de família, trabalhadores informais ou desempregados que, em comum, têm o passado marcado pela pobreza e o abandono dos bancos de escola antes da hora. No decorrer das semanas, as salas de aula cheias dessas pessoas seguem esvaziando até que, na hora de pegar o certificado de conclusão do curso, o número de formandos é bem menor do que o inicial.
Começaram ontem as aulas das novas turmas da EJA, mas professores, gestores do ensino e, principalmente, os alunos já sabem o que vai acontecer com parte dos 60 mil estudantes matriculados. “Entrei na escola e a sala tinha umas 45 pessoas. No final, ficaram menos de 20”, observa Ivone Rodrigues da Silva, de 35 anos, moradora da Estrutural. A auxiliar de serviços gerais só estudou até a 4ª série do ensino fundamental quando era criança. Ela era pequena quando os pais se separaram de forma violenta. “Minha mãe foi proibida pelo meu pai de entrar em casa. Virei mãe dos meus cinco irmãos mais novos. Com 12 anos, parei de estudar”, lembra. A primeira vez que ela tentou voltar a estudar já faz 10 anos. “Fiz a 5ª série lá em Samambaia, mas tive que largar outra vez. Também porque tinha coisa mais importante para fazer”, completa.
O abandono de Ivone está longe de ser solitário. No Distrito Federal, a média de evasão da EJA é de 32%, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) concluída no início do ano. No Brasil, este índice é de 42%. “A taxa do DF é uma das menores do país junto de São Paulo e está bem longe dos estados do Nordeste mas, sem dúvida, ainda é muito alta”, comenta o diretor da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jorge Teles, do Ministério da Educação. “Na nossa investigação sobre os motivos do abandono, descobrimos que quase 30% se queixa que o horário da aula não é compatível com a vida”, acrescenta.


Histórico
De acordo com o diretor do MEC, o problema é de origem. A EJA ainda é a mesma da década de 1970, quando a maioria dos alunos era da indústria e deixava o trabalho por volta das 17h. “Hoje, com crescimento do setor terciário (serviços), precisamos incluir os vigias, serventes, trabalhadores do comércio…”, comenta Jorge Teles.
No início do ano, incentivada pela irmã mais velha, Ivone decidiu que era hora de voltar à escola. “Estudei todo o ensino fundamental e resolvi terminar o ensino médio. Encho a cabeça para que ela não desista mais”, diz Ilídia Pereira da Silva, 37 anos. “Queremos ser exemplo para nossos filhos que estão na escola e precisam da educação para ser alguém na vida”, sentencia.
Sem saber, Ilídia está investindo concretamente no futuro dos filhos e sobrinhos. “Todos os estudos mostram que a escolaridade dos filhos tem relação estreita com a dos pais”, argumenta Regina Célia Esteves de Siqueira, superintendente executiva da Alfabetização Solidária, organização não-governamental que atendeu 5,5 milhões de pessoas em 13 anos.
Filho de pai e mãe analfabetos, Tierrisson Allef Fiúza, 16 anos, morador de Águas Lindas (GO) acaba de abandonar a escola pela segunda vez. Matriculado na 4ª série do ensino fundamental, ele não quer mais estudar. “Melhor pegar ferro velho para vender porque, com isso, eu consigo levar dinheiro para casa.”

Público-alvo
EJA é o segmento de ensino que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da educação básica em idade apropriada e querem voltar a estudar. No início dos anos 90, o programa passou a incluir as classes de alfabetização inicial.

» Desempenho preocupante

A educação de jovens e adultos também sofre com baixos índices de desempenho. Segundo a Secretaria de Educação, 44% dos alunos do primeiro segmento da EJA, ou seja, matriculados entre a 1ª e a 4ª séries, tiveram notas inferiores ao básico em matemática no Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais (Siade). A porcentagem é superior ao dobro do ensino regular, que foi de 20%. Ficaram abaixo do desempenho básico 52% dos alunos entre 5ª e 8ª séries e 76% dos matriculados no ensino médio.
Em português, o baixo desempenho é um pouco melhor. A maioria dos alunos do primeiro segmento (65%) teve desempenho, no mínimo, básico. No ensino regular, o índice de aproveitamento dos alunos é bem maior: 89% de notas positivas. No segundo segmento do EJA, 57% alcançaram o conhecimento básico. No terceiro, o mesmo percentual não alcançou.
As provas do Siade servem de base para um índice de desempenho que a Secretaria de Educação está desenvolvendo para acompanhar a melhora no ensino do DF.

» Os motivos

Dentre os motivos para a não conclusão do curso de EJA, os principais foram: o horário das aulas não era compatível com o de trabalho ou para procurar trabalho (27,9%); ou com o dos afazeres domésticos (13,6%); não havia curso próximo à residência (5,5%); não havia curso próximo ao local de trabalho (1,1%); não teve interesse em fazer o curso (15,6%); tinha dificuldade de acompanhar o curso (13,6%). Apenas 0,7% disse não ter conseguido vaga.

Cinco perguntas para José Luiz Valente, secretário de Educação do DF

Existem milhares de analfabetos e analfabetos funcionais no DF. Por que sobram vagas no EJA?

Por que o Governo do Distrito Federal não trabalha para reduzir o número de analfabetos e analfabetos funcionais só por meio do 1º segmento da EJA, destinado a este público. Trabalhamos ainda por intermédio do Programa ABCdf , que desenvolve com sucesso ações para erradicar o analfabetismo, e do Programa Brasil Alfabetizado do Ministério da Educação. Portanto, não podemos considerar somente a sobra de vagas no 1º segmento da EJA. Estamos aptos a atender a todos os que optarem por esta modalidade de ensino.

A evasão também é alta. Vocês já sabem o motivo de tanta desistência?
São diversos os fatores que levam à evasão na EJA. É importante considerar que o MEC promove o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA. Muitos dos nossos estudantes realizam os exames, obtêm sucesso e abandonam suas escolas por conseguirem a titulação necessária. Em recente pesquisa, o IBGE aponta como principal motivo para o abandono do curso a dificuldade de encaixar o horário das aulas com o horário de trabalho, bem como o desinteresse pelo curso oferecido.

O ensino não é interessante o suficiente para os adultos?

Na EJA, o modelo de escolarização é diferenciado. Deve-se levar em consideração que o educando trás para a escola a sua mais importante e significativa aprendizagem. Chega com experiência de vida e isto deve ser percebido pelo professor de maneira bastante sensível. Portanto, estamos estudando a implantação de um currículo específico de EJA e de uma nova proposta pedagógica voltada para o interesse deste público. A ideia central é proporcionar ao aluno da EJA um ensino mais atraente.

Qual a proposta da secretaria para atrair os novos alunos?

Estamos discutindo inúmeras mudanças. Estamos identificando os diversos fatores que levam à evasão. Daí então vamos atuar em diferentes frentes, desde a formação continuada do professor atuante na Educação de Jovens e Adultos, implantação do currículo específico para a EJA e ainda aquisição dos livros para os alunos acompanharem seus estudos. Aliás, neste instante, a sociedade está voltada para essa discussão. A EJA é um problema nacional. Em parceria com a UnB e o Sinpro, estamos promovendo, no próximo dia 15, na EAPE, o 18º Encontro de Educação de Jovens e Adultos do Distrito Federal. Vamos beber em várias fontes na tentativa de resolver um problema que é do mundo inteiro.

E para manter os que já estão no sistema?

A SEDF está elaborando uma nova proposta pedagógica para o ensino de EJA para 2010.

FONTE: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=4233

Expo EJA 2009 - EMEF Justino Camboim





No último dia 15 de julho de 2009, foi realizada no salão da Escola Justino Camboim a Expo EJA 2009, do Primeiro Semestre. Foram expostos trabalhos das Etapas Iniciais e Finais, onde os alunos apresentaram seus estudos em determinados temas trabalhados em sala de aula.

Veja algumas fotos da Expo EJA:








PARABÉNS AOS PROFESSORES, ALUNOS E TODOS OS ENVOLVIDOS NESTE BELÍSSIMO TRABALHO!

Fonte:http://www.justinocamboim.blogspot.com/

domingo, 16 de agosto de 2009

O que um professor de EJA precisa saber
(Extraído do site da revista Nova Escola: www.novaescola.com.br)

Sônia Couto, coordenadora do Instituto Paulo Freire, lista algumas práticas essenciais ao profissional que trabalha com Educação de Jovens e Adultos.
  • Valorizar os conhecimentos do aluno, ouvir suas experiências e suposições e relacionar essa sabedoria aos conceitos teóricos.
  • Dialogar sempre, com linguagem e tratamento adequado ao público.
  • Perguntar o que os estudantes sabem sobre o conteúdo e a opinião deles a respeito dos temas antes de abordá-los cientificamente. Dessa forma, o educador mostra que eles sabem, mesmo sem se dar conta disso.
  • Compreender que educar jovens e adultos é um ato político e, para isso, ele deve saber estimular o exercício da cidadania.
Sugestões de Atividades 2: Trabalhando com músicas

Usar CDs ou instrumentos ou ainda apenas a voz: cantar com os alunos, ler e interpretar as letras com eles, incentivá-los a ilustrar essas letras, associar as músicas aos conceitos tratados nas aulas.

Músicas que “dão a aula por nós”: alguns exemplos
Tema: migrações internas
Música: A Triste Partida
Autor: Patativa do Assaré

Tema: colonização sul-americana
Música: Fruto do Suor
Autor: (...) interpretação – Raíces de América

Tema: recursos naturais; ciclo da água
Música: Planeta Água
Autor: Guilherme Arantes

Tema: astronomia, ecologia
Música: Xixi nas Estrelas
Autor: Guilherme Arantes

Tema: astronomia, o Sistema Solar, movimentos dos astros
Música: Canto do Povo de um Lugar
Autor: Caetano Veloso

Tema: o planeta Terra
Música: Terra
Autor: Caetano Veloso

Tema: extrativismo animal – a pesca
Música: Minha Jangada
Autor: Dorival Caymi

Tema: agricultura, solo, recursos naturais
Música: Cio da Terra
Autor: Milton Nascimento

Tema: os animais, ecologia
Música: As Baleias
Autor: Roberto Carlos

Tema: pluralidade cultural, o meio urbano e o meio rural
Música: Rancho Fundo
Autor: (...) interpretação – Chitãozinho e Xororó, entre outras tantas...

Sugestões de Atividades 3 – Trabalhando com imagens e com mapas
Importante:

�� Conhecer as regras básicas da Cartografia
�� Conhecer minimamente as diferenças entre os mapas físicos e os políticos
�� Trabalhar com mapas que tenham maior significação para seus alunos
�� Estudar minimamente os conceitos da Biologia, nas diversas áreas: botânica, zoologia, anatomia, ecologia... e “tirar” o conhecimento dos próprios alunos
�� Entender os preceitos da História Nova e da História Total para trabalhar com os alunos da EJA o que for mais significativo para eles
�� Valorizar a história dos alunos

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

TODO NOSSO CARINHO PARA VOCÊ PAPAI!


segunda-feira, 20 de julho de 2009

ALUNOS DA ESCOLA JÚLIO STRÖHER VISITAM A ESCOLA TÉCNICA CEFET


Um grupo de alunos da Etapa VII que compareceu no dia 16 de julho fez uma visita a Escola técnica CEFET, para conhecer a escolas e ver os curso que podem ingressar.Fomos bem recebidos e gostamos muito desta visita.
A Camilla da Comunicação, foi muito gentil mostrando toda a escola e os cursos.
Os alunos gostaram muito!

20 DE JULHO - DIA DO AMIGO!

[b]Lembrei de você!
Gifs - Flash - Fotos e Videos Para seu Orkut
Gifs, Flash e vídeos para seu Orkut = www.animaorkut.net

sexta-feira, 17 de julho de 2009

INCLUSÃO SOCIAL

* "Inclusão supõe igualdade enquanto união em torno de objetivos comuns, mas na diversidade: somos diferentes, mas estamos juntos."Maria Angélica

Algumas pessoas, ao nascerem, trazem consigo características diferentes daquelas que são o padrão ou o modelo imposto pela sociedade.

Em razão dessas diferenças, são discriminadas não só pelas pessoas, mas por estarem privadas, não tendo dignidade para viver.

Basta olharmos para os lados, nas ruas, lojas, shoppings, restaurantes, bares, igrejas, prédios, enfim, o mundo ao nosso redor, para vermos que não existem adaptações para auxiliá-las. Dessa forma, ficam prejudicadas quanto às questões de trabalho, de estudo, de locomoção, de lazer e esportes, das oportunidades de garantir uma vida digna e saudável.

São pessoas em cadeiras de roda, que não conseguem pegar um ônibus – em razão da ausência de rampas próprias nos mesmos; deficientes visuais que não conseguem frequentar um elevador, restaurante ou supermercado, em face da falta da leitura em braile – mundialmente própria para eles; surdos/mudos que não podem frequentar escolas porque os professores não dominam a linguagem de libras – feita com as mãos; dentre vários outros casos corriqueiros.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a quantidade de pessoas deficientes chega a 500 milhões em todo o mundo, no Brasil somam 25 milhões.

Além desses, existem também outras pessoas que são excluídas socialmente. Os negros e pardos não encontram as mesmas oportunidades na vida, os idosos são desrespeitados e não recebem aposentadorias justas, os desfavorecidos economicamente também sofrem muitos tipos de discriminação.

Precisamos nos conscientizar de que todas essas pessoas merecem respeito e consideração, fazem jus às mesmas oportunidades para viver. As diferenças só acrescentam valores humanos para o mundo e nos fazem crescer. Conviver com as mesmas e defender os interesses dos que precisam é uma forma de demonstrar que as aceitamos, afinal, o mundo seria muito sem graça e a vida muito cansativa, se todos fossem iguais.

FONTE:http://www.mundoeducacao.com.br/educacao/inclusao-social.htm

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cultura negra na escola



A LEI Nº 10 639, SANCIONADA EM JANEIRO DE 2003 PELO PRESIDENTE LULA, GERA RESULTADOS: MILHARES DE JOVENS NEGROS E BRANCOS ESTÃO APRENDENDO SOBRE A CULTURA E A HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA E A CONVIVER E RESPEITAR AS DIFERENÇAS.

CONTAR A HISTÓRIA DO SAMBA
Aulas de penteados afros, confecção de roupas para apresentações artísticas, canções de congo, jogos típicos das aldeias africanas, tambores, literatura, receitas de comidas típicas, cartazes sobre animais da savana... As expressões artísticas são das mais livres. Em Juiz de Fora, MG, as irmãs Fernanda, Amanda e Iana, alunas da Escola Municipal José Calil Ahouagi, estavam ansiosas para o recomeço das atividades do projeto “África-Brasil”, que reúne atividades voltadas para a comunidade do bairro Nova Califórnia. Através do teatro, da dança, do artesanato e, principalmente, da criatividade dos alunos da escola, os contos e as lendas africanas ganham novas interpretações. E o papel do negro no Brasil torna-se objeto de discussão.


RESPEITANDO A LEI
Muitos alunos já perceberam que grande parte do que a escola lhe ensinou até hoje sobre cultura afro-brasileira era folclore ou clichê. Os livrinhos que não iam além das senzalas e dos navios negreiros foram trocados por literatura, política, arte e história. Está tudo garantido pela Lei nº 10 639. Ela diz que toda instituição de ensino fundamental e médio, público e particular deve incluir o assunto no currículo. Sancionada em janeiro de 2003, a lei vem ganhando força. Os livros didáticos, que existiam são um exemplo crucial disso: omitiam a história negra e restringiam personagens políticos apenas à figura de Zumbi. A lei é base na mudança do imaginário brasileiro.

Biblioteca Virtual

Raça e gênero no sistema de ensino: os limites das políticas universalistas na educação


Autor(es): Henriques, RicardoEditor(es): UNESCO, UNDPAno: 2003ISBN: 85-87853-60-0

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Inserido no campo de reflexões sobre o papel das oportunidades educacionais na construção de uma sociedade justa e sem discriminação racial, este estudo consiste em subsídios importantes para o desenho e a implementação de políticas públicas na área da educação que tenham a eqüidade de gênero e raça como um de seus fundamentos.

102 p.

Download do livro completo

De vagares a vestígios


Vultos Negros na História do Brasil

Mulher Negra: sua situação na sociedade


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Download do livro completo


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Edição CCN/MA. Formato: cordel. 2002. Autor: Magno Cruz. Capa: Pig City (Ganna)
Baseado na obra “Insurreição de escravos em Viana – 1867″, de Mundinho Araújo (1994).

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Uma História do Negro no Brasil

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Autores:

Wlamyra R. de Albuquerque
Walter Fraga Filho

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De Olho na Cultura: Pontos de Vista Afro-Brasileiros

cultura_11.jpg

Autores:

Andréa Lisboa de Souza
Ana Lucia Silva Sousa
Heloisa Pires Lima
Marcia Silva

Download do livro completo

Literatura Afro Brasileira


Relações raciais na escola: reprodução de desigualdades em nome da igualdade

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Autor(es): Castro, Mary Garcia; Abramovay, Miriam (Coord.)Editor(es): UNESCO, INEP

Observatório de Violências nas Escolas

Ano: 2006 ISBN: 85-7652-058-3370 p.

A publicação identifica e analisa mecanismos e práticas de preconceito racial existentes nas escolas públicas brasileiras, fazendo nexos com proficiência de alunos brancos e não-brancos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica.

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Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal 10.639/03

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Coleção educação para todos; 2)Editor(es): UNESCO, Ministério da Educação, BIDAno: 2005

Resumo: Um dos principais objetivos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação, é oferecer aos profissionais de educação informações e conhecimentos estratégicos para a compreensão e o combate do preconceito e da discriminação raciais nas relações pedagógicas e educacionais das escolas brasileiras. Ao longo de 2004, foram realizados vários Fóruns Estaduais de Educação e Diversidade Étnico-Racial, no intuito de discutir a implementação da lei 10.639, sancionada em 9 de janeiro de 2003. Essa lei torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileiras, valorizando a participação do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. Essa publicação irá ajudar a consolidar o caminho para a construção de uma luta anti-racista sólida no interior do país e na sociedade brasileira.

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Educação e Ações Afirmativas: entre a injustiça simbólica e injustiça econômica

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Coletânea sobre o simbolismo que marca o dia vinte de novembro, Dia da Consciência Negra, nas instituições oficiais. Os textos estão divididos em quatro blocos, a saber: As origens do vinte de novembro e a construção social do racismo; Ações afirmativas como estratégia política; A formação de uma elite intelectual desracializada e a questão da pesquisa científica no Brasil; O sentido e a urgência das ações em curso.

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Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

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Publicação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD).Parecer 03/2004, de 10 de março, do Conselho Pleno do CNE, aprovando o projeto de resolução nº 1, de 17 de junho de 2004, destas diretrizes. Os princípios norteadores são: consciência política e histórica da diversidade, fortalecimento da identidade e de direitos, ações educativas de combate ao racismo e à discriminação.

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Os Orixás do Abdias, Pinturas e Poesia de Abdias Nascimento.

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Os orixás dessas telas resultam das reflexões e aventuras do espírito de Abdias Nascimento no rastro de um problema que, para ele mais do que uma questão artística ou acadêmica é uma exigência vital.

Organizadora: Elisa Larkin Nascimento

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AÇÕES AFIRMATIVAS: ESSE É O CAMINHO.

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Com organização de Maurício pestana a cartilha aborda a questão das cotas nas universidades brasileiras, além da questão do racismo cotidiano muitas vezes despercebido.

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ONDE ESTÁ O NEGRO NA TV PÚBLICA


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A Fundação Cultural Palmares, através deste trabalho, fruto de uma criteriosa pesquisa, intitulado – “ONDE ESTÁ O NEGRO NA TV PÚBLICA?” visa, essencialmente, dar a sua parcela de contribuição para esta vital discussão que é a democratização da comunicação no Brasil, em particular das Tvs Públicas. Apresenta uma reflexão profunda sobre os conteúdos atuais e futuros deste importante veículo de comunicação, que é a televisão.

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A GRANDE REFAZENDA

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Idealizada pela Fundação Palmares/Ministério da Cultura, A Grande Refazenda – África e Diáspora Pós II CIAD reúne o olhar de intelectuais e protagonistas do processo de afirmação étnica brasileira sobre as conseqüências trazidas pela Conferência e o CIAD CULTURAL, na construção da democracia racial brasileira e na inter-relação do Brasil com a África e os demais países diásporos.

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Fonte:http://africaeafricanidades.wordpress.com/biblioteca-virtual/
http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/115/artigo64733-1.asp














Educação de Jovens e Adultos

Educação de Jovens e Adultos

A
utor(es): Moacir Gadotti e José Eustáquio Romão
Coleção/Série: Guia da Escola Cidadã
Vol. 5 - Editora Cortez -

Sempre tratada pelas autoridades sob a perspectiva das campanhas e do voluntarismo e colocada paralelamente ao Sistema Educacional Brasileiro, a Educação de Jovens e Adultos encontrou abrigo junto aos movimentos populares e organizados da sociedade civil. A Educação de Jovens e Adultos – com iniciais maiúsculas – deve ser incluída como parte constitutiva do Sistema Educacional do país, em resposta ao que a sociedade consagrou na Constituição de 1988: o direito público subjetivo ao ensino obrigatório independentemente da idade do candidato. O ser humano é um convidado natural do banquete cultural da espécie. Nenhuma sociedade conseguiu resolver os problemas de educação das crianças, sem equacionar, adequada e simultaneamente, a questão da educação dos excluídos da escola na idade apropriada. Eticamente, não há como justificar a condenação da maioria à condenação do usufruto do humanismo e da fruição do prazer intelectual. A humanidade só fez avanços significativos quando universalizou conquistas culturais e tecnológicas.